Segundo os autores Rod Collins, Geoff Dickinson e David Skelton (Queensland - Austrália), algumas características da espécie de mogno africano Khaya senegalensis que a tornam uma espécie promissora para plantio (reflorestamento) podem ser destacadas:

  • Alto valor comercial da madeira;
  • Taxa de crescimento rápido;
  • Boa tolerância à seca;
  • Ampla adaptabilidade a diferentes tipos de solo;
  • Grande tolerância a variações do pH (do solo);

Esta espécie é mais indicada para áreas de baixo índice pluviométrico sendo que, uma vez estabilizado o plantio, as árvores são bem robustas.

 As mudas devem ser vigorosas e de ótima qualidade (provenientes de viveiros de confiança), passando antes por uma aclimatação progressiva ao estresse hídrico (estresse sofrido pela falta de água), para depois serem plantadas no campo. O momento mais indicado para o plantio é no período de chuvas, levando a um aumento na taxa de sobrevivência das mudas e seu rápido estabelecimento.

 A poda de formação é uma atividade necessária com o número de árvores comerciais. Este tipo de poda adicional é feita nos primeiros anos após o estabelecimento do plantio, com a intenção de remover os ramos e brotos (evitar a perda da dominância apical). Exceto para a poda de formação, as podas devem ser realizadas em árvores que atingiram um DAP de 7 cm e uma altura de 4 a 5 metros. Deve-se evitar realizar a poda antes ou depois do desbaste (no intervalo de um ano), pois havendo uma maior incidência solar nas árvores, novos ramos e broto (oriundos de gemas axilares) se desenvolverão. Acima de tudo, a poda é um fator estressante para a planta, logo indica-se a poda de no máximo 1/3 (ou 1,5) da parte inferior da copa, fora do período de chuvas.


Referência bibliográfica
Rod Collins, Geoff Dickinson and David Skelton. Plantation Forestry Management Principles for the ‘Dry’ Tropics of Northern Australia.
Em: Prospects for high-value hardwood timber plantations in the 'dry' tropics of northern Australia, Mareeba, October 2004.

 

O pesquisador aposentado da Embrapa Oriental, Ítalo Claudio Falesi, posa ao lado da primeira árvore de mogno africano plantada no Brasil, em 1977 (fonte: arquivo pessoal)

O pesquisador aposentado da Embrapa Oriental, Ítalo Claudio Falesi, posa ao lado da primeira árvore de mogno africano plantada no Brasil, em 1977 (fonte: arquivo pessoal)